Nebulosa

A ficção científica e a fantasia vistas deste lado da periferia e suas memórias.

Edge of Tomorrow (2014) realizado por Doug Liman e a grande mudança!

Querem lá ver que o Brasil mudou de local e Portugal desapareceu.

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Setembro 4, 2014 Posted by | ciencia ficción, disparates, Doug Liman, Edge of Tomorrow, fantascienza, ficção científica, film, Filme, pérola, Science Fiction | Deixe um comentário

Por lá e por cá e mais uma pérola

Enquanto por cá se discute o fim da ficção científica, em Inglaterra promove-se o género.



Pior ainda, é que sempre que alguém fora da capela faz alguma coisa, desta vez o aparecimento da antologia Ficções Phantasticas, um dos seus “gurus” vem vociferar alarvidades:



 e depois tenta amenizar e confundir afirmando:



Mais soez ainda, é publicar num local restrito tentando fugir ao contraditório.

Para que fique claro, a tal agenda escondida, egoísta e destrutiva, é mais um dos delírios do produtor das mensagens que para além de publicar um “link” que nem sequer remete para todos os títulos da colecção, afirma que esta «procura recuperar alguns textos antigos numa tentativa inédita – e infelizmente breve – de construir uma memória da FC portuguesa.». Ora vamos lá a rever os títulos publicados. Ao contrário do que se pode imaginar seguindo o link, os títulos públicos foram 7 e não 5, e os autores que viram textos recuperados foram apenas 2: Contos Fantásticos, de Teófilo Braga e Memórias de um Medium, de João da Rocha, publicados respectivamente em 1865 e 1900 e republicados na referida colecção em 2001 e 2002. Os restantes 5 são editados pela primeira vez entre 2001 e 2003. A construção da memória fica logo aqui comprometida. É também de realçar que as restantes obras publicadas são de autores pertencentes a uma organização de que o director da colecção fazia parte, talvez com uma única excepção. Organização essa de que o produtor dos comentários fez também parte.

Tornam-se assim claras as intenções do produtor das mensagens, ao promover este clima de inverdade e manipulação que mina o aparecimento de uma produção nacional nos géneros. Este espírito de colmeia, de que se arreiga o lugar de rainha, é exactamente o oposto daquele que é necessário para que a ficção científica, a fantasia e o fantástico necessitam para medrar. Resta ter esperança que, apesar destes comportamentos, uma nova leva de autores consiga ver os seus trabalhos publicados, se recuperem os leitores perdidos e que as editoras nacionais voltem a publicar os autores nacionais.

Voltando às intenções é de apresentar um extracto de um texto sobre a republicação da obra de João da Rocha, da autoria do Jorge Candeias:

«Apesar disso, e ainda segundo Macedo, a primeira edição deste romance incluía um “longo, fastidioso e prolixo prefácio de 42 páginas […] onde o autor, aceitando embora a «existência doutras inteligências perdidas no Universo», tenta explicar teórica e cientificamente os fenómenos ditos «espíritas», invocando […] as leis das ciências então conhecidas: o magnetismo, a electricidade, a física, a bioquímica e a psico-fisiologia.” (pp 11-12)

Macedo, “bondosamente”, decide suprimir nesta reedição tal coisa fastidiosa, substituindo-a por uma introdução escrita por si, bem mais curta (8 páginas), onde dá rédea solta às suas próprias teses anti-científicas e rosacrucianas.
Apesar de ser um facto que sempre que um autor sente a necessidade de explicar as suas obras em elaborados prefácios isso quer dizer que algo falha na própria obra, e apesar de ser no mínimo bizarro que um autor procure dar num prefácio uma interpretação à obra que está em contradição frontal com aquilo que o romance diz de si mesmo, a verdade é que os escritores não são obrigados a ser coerentes, e se João da Rocha decidiu fazê-lo terá tido algum motivo. E assim, é de ética duvidosa que um editor se arrogue ao direito de suprimir um prefácio porque não concorda com a ideologia nele expressa e o acha “fastidioso”. Pode-se, inclusive, considerar que tal acto é quase uma traição ao autor que se publica, o que levanta questões quanto às razões que levam à própria publicação.
Assim, nesta edição da Hugin não ficamos a saber o que pensava João da Rocha da obra que produziu. Do seu prefácio ficamos a saber apenas aquilo que Macedo decide dizer-nos. Ficamo-nos, portanto, apenas com a obra e com a introdução do próprio Macedo. Ora, a obra é muito fraca, e a introdução, apesar de ser bastante interessante, é-o mais pelo que omite do que pelo que diz, conseguindo até a proeza de dizer mais coisas sobre António de Macedo do que sobre João da Rocha.»
e que se pode ler na integra em: http://e-nigma.com.pt/criticas/memoriasmedium.html, o que certamente ajuda a compreender melhor como e «… quando um arcaísmo foi utilizado com fins altruístas e construtivos.»

Outubro 18, 2013 Posted by | disparates, ficção científica, grupo Trëma no FB, Portugal | Deixe um comentário

Tomar as dores de …

Para que não fique qualquer dúvida no ar, apesar de um tal Anton Stark (curioso pseudónimo) se estar a meter onde não é chamado e se arreigar o direito de afirmar «… mas nós não vamos deixar perturbar a Con.», como se soubesse do que fala ou fosse membro da organização, assim como fiquei sem saber quem são, os “nós”. A seguir reproduzem-se os comentários proferidos no FB.
Apresentados os mesmo, quero sublinhar que é admirável o excelente vocabulário e domínio da língua que demonstra caro AS e que não me interessa minimamente que o JB vá ser ou não vosso autor. Isso é assunto que apenas diz respeito a si «na medida de editor» de «projecto emergente». Também a si apenas diz  respeito o facto de o seu «projecto emergente» ir publicar um livro seu, o que é também de realçar, sobretudo depois de ter lido as suas inflamadas opiniões no grupo Escritores Emergentes, no FB, sobre as vanity press, e agora ver o seu projecto editorial «emergente» ser quem vai publicar um livro seu, livro esse que irá ter «lançamento oficial dias 29 e 30 deste mês, no Porto, durante a EuroSteam Con.».

Certamente que muito disto explicará o que escreveu. 

Muito me apraz saber que «note-se que o grito de guerra não está, neste momento, a partir do João.». Receio imaginar o alcance de frases como a anterior ou as seguintes: «… proteger um dos meus autores do que quer que possa acontecer. Não é desculpá-lo, é protegê-lo.» ou esta «correndo o risco de o chatear não só a si, senhor Holstein, mas também ao João, pela forma admitidamente condescendente como vou dizer isto: se os meninos querem brigar…», pois corria o risco de ver nelas alguma espécie de ameaça. Prefiro imaginar que são apenas fruto de um problema de formulação (como em: «… se os meninos…» que me lembrou logo “se os jovens”, quando entramos no barbeiro) de um fan do JB que não se conseguiu controlar.

Uma coisa é certa a sua opinião e ou vontade em nada concorrerão para alterar o futuro.

Apesar de acreditar que o JB nada tem a ver com isto, não posso deixar de lhe lembrar o provérbio:
Fia-te na Virgem e não corras …

Setembro 11, 2012 Posted by | debates e discussões, disparates, EuroSteamCon, Parnaso, Porto, Science Fiction | 8 comentários

Mais uma pérola! Cruzes canhoto!

O futuro da literatura fantástica portuguesa, por mais negro que venha a ser, nunca será tão sombrio quanto seria se não tivesse este fictício passado glorioso para servir-lhe de horizonte da memória. E, com efeito, que melhor passado para um género literário que um passado ficcional? Precisávamos dele.– David Soares, no seu blog, em 23 de Dezembro de 2011, curvando-se perante a antologia Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa: Os Melhores Contos do Século XX”

 Autores como Borges, Lovecraft, Pessoa, Pascoaes, Jünger, Mann, Sábato ou Gracq só vieram complicar. Isto de literatura com passado real, tem muito que se lhe diga e muito menos charme.

Janeiro 7, 2012 Posted by | Borges, David Soares, disparates, Fantástico, Fórum Fantástico, Gracq, Jünger, literatura fantástica, Lovecraft, Mann, Pascoaes, Pessoa, Sábato | Deixe um comentário

Pérolas do passado (Jornal de Negócios – 2009)

A proliferação do desconhecimento:

Janeiro 4, 2012 Posted by | artigo, disparates, ficção científica, Jornal de negócios, Portugal, Science Fiction | Deixe um comentário