Nebulosa

A ficção científica e a fantasia vistas deste lado da periferia e suas memórias.

Outra pérola!

«Confesso que sou um ignorante em relação ao que se fez de Pulp Fiction em Portugal, e como tal nunca poderei argumentar com o que a capa do livro anuncia: os melhores contos do séc. XX, mas também não é essa a questão essencial»

 «Antes de cada conto, Luís Filipe Silva dá-nos uma introdução falando um pouco do autor explicando o seu percurso, quer na vida privada quer profissional. Estas introduções, que a princípio podem parecer algo aborrecidas, acabam por ser bastante esclarecedoras e no fim percebemos que existiu, não só uma enorme dificuldade em ter êxito ao início, mas também  uma variedade de acontecimentos, motivadas pelos mais variados interesses (desde dinheiro ou espionagem) que ajudaram no desenvolvimento deste género literário e também à sua destruição no nosso país. Agora com o livro acabado digo-vos que há várias perguntas sobre estes autores que gostaria de saber a resposta.»

«… apresenta uma característica única: trata-se da versão integral do conto, ainda censurada/riscada pelo lápis azul da censura. Um detalhe que torna este livro ainda melhor (também graças à ajuda dos comentários de rodapé explicando o porquê da mesma censura)!»

«É um trabalho de louvar de Luís Filipe Silva por nos dar a conhecer um pouco mais daquilo que a História apagou, dando-nos a hipótese de ler algo que possivelmente nunca conseguiríamos alcançar de outra forma, a menos que fizéssemos o mesmo trabalho de investigação.»

em Ler y Criticar

 

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Janeiro 13, 2012 Posted by | Antologia, crítica, LFS, opinião, Portugal, pulp fiction, SdE | Deixe um comentário

Onde vi algo parecido com isto?

 (http://ghostradio.wordpress.com/2010/12/07/audio-the-shadow-christmas-story/)
É quase Natal e ninguém leva a mal!!!!!!!!!

Dezembro 20, 2011 Posted by | Portugal, pulp fiction, USA | Deixe um comentário

Ditos … … …

É sempre um consolo ver que nos lêem, mesmo sendo o leitor alguém que afirma:

” Ora, que me lembre, nunca li sobre esses vampiros antes, nem o Bram Stoker nem a Anne Rice (acho que ainda tentei, felizmente sem sucesso).”

e que antes escreve:

“Tenho gasto algum deste espaço a referir e a elogiar o que conhecidos meus fazem (quando não estou, simplesmente, a auto-promover-me), não tenho culpa de ter amigos criativos e que criam, portanto, coisas.”;

colando-se assim à notícia sobre a antologia organizada pelo LFS para a SdE. Mas o melhor mesmo, é reproduzir um excerto da prosa:

« Quando escrevo “vampiros”, leia-se “aqueles livrinhos pretos com histórias policiais” e não “sugadores de sangue que não podem ver a luz do sol”, de que trata exactamente o livro do Ardo. Ora, que me lembre, nunca li sobre esses vampiros antes, nem o Bram Stoker nem a Anne Rice (acho que ainda tentei, felizmente sem sucesso). Agora já posso dizer que li. “Memórias de Um Caçador de Vampiros” é um livro de aventuras, daqueles sobre os quais escrevia Rogério Casanova no Ípsilon de há uma semana, daqueles gulosos que servem para enriquecer a dieta rigorosa de “grandes livros”, daqueles que relembram o prazer primordial de ler, que encontram a criança maravilhada que está dentro de nós (salvo seja). Nesse tal texto, Casanova debruçava-se sobre “Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa”, pelos vistos um logro (e quem não gosta de um bom logro literário? este senhor), tal como como “Memórias…” o poderia ser, no sentido de parecer a tradução portuguesa de um autor americano esquecido pelo “bom gosto”, no sentido de lembrar as traduções para português desse misterioso Dennis McShade. A acção, conduzida pelo protagonista e narrador Rick Chambers, o dito caçador, passa-se todinha em terras americanas e explora os seus ícones (as terriolas pequenas, os pregadores, as motas e os casacos de cabedal, o herói duro e monossilábico), assim como mitologias cinematográficas não menos yankees, no caso “Vampires” de John Carpenter. A preocupação principal do autor, como o próprio confessa (afirma, que não se está a falar de crimes), é entreter o leitor, nunca o aborrecendo. Assim, o maior elogio que se lhe pode fazer é escrever que o objectivo foi plenamente atingido. O objectivo foi plenamente atingido.» [o realçado é meu].

Aqui fica o endereço para quem quiser ler a prosa integralmente:
http://numaparagemdo28.tumblr.com/post/12796936477/livros-memorias-de-um-cacador-de-vampiros

Caro João Lameira muito me apraz que se tenha apercebido do meu desagrado.

Novembro 22, 2011 Posted by | Antologia, ditos, pulp fiction, Vampiros | Deixe um comentário

Gato escondido com o rabo de fora ou a guilda dos empregados da SdE

E eu que já tinha dado por findo este assunto, tomei conhecimento que não o querem deixar morrer.
É sempre bom verificar que apesar de se esconderem para opinar, estes actos acabam sempre por se saber. 
Estamos perante o exemplo acabado dos gusanos “palpitantes”.

Novembro 19, 2011 Posted by | Antologia, gusanos, Lisboa, Portugal, pulp fiction, SdE | Deixe um comentário

Ou me "lambem" … … …

Corria no FB um conjunto de comentário referentes à saída de uma antologia, comentários esses que se elogiosos ou propagandísticos não eram apagados, já outros como o que se segue:

«Eu aprecio mistificações literárias e artísticas, mas se assumidas. Também não teremos «… durante os primeiros segundos de incredulidade, a hipótese de termos tido um passado recente glorioso.», pois a tónica de todo o discurso é que estamos perante uma produção comercial e de baixo nível literário, o que me lembra, o afirmado por várias vozes que andam sempre “juntinhas” que maus textos são a pior publicidade a um género. Já a ficção que compõe o conjunta da introdução e notas é realmente um trabalho excelente. Pena é realmente que se tenha optado por manter o embuste para além do necessário, forçando a nota com a entrevista publicada na Bang! 11 e com estas e outras provocado os disparates que se leram em notícias e críticas. Só quem mais por dentro do género ou conhecedor da “manobra” esteve a salvo da manipulação e isso não é manifestamente o melhor caminho. Claro que agora, a maioria dos enganados, virá clamar que entrou na brincadeira, mas isso é mais um disparate a juntar aos restantes. Uma virtude pelo menos teve, pois permitiu largos espalhanços e o Jb veio a terreiro defender alguém que não ele, esquecendo os seus temores de sobrevivência.»,

são apagados.
 Depois
Os enganos
  e os momentos de bajulação.
 Para finalizar, o branqueamento com a exposição do modo de “contrafação” no
programa Câmara Clara da RTP2

Novembro 9, 2011 Posted by | Antologia, LFS, Lisboa, mistifcação, Portugal, pulp fiction, SdE | Deixe um comentário

Uma enorme mistificação

Tal como noticiamos a saída desta antologia, cá estamos de novo a falar dela, desta feita para alertar que estamos perante uma enorme mistificação. Um logro que, quem sabe, pretende mimetizar o da ficha do Necronomicon na Biblioteca do Congresso em Washington. Fabulosos, são assim, os encómios tecidos e plasmados na capa e badanas do livro, da lavra de José Manuel Lopes, Afonso Cruz, António de Macedo e David Soares.
Surreal a entrevista que o organizador LFS vai publicar na próxima Bang! e que se encontra espalhada pela Rede.
Estamos perante a sagração do faz de conta.

Novembro 1, 2011 Posted by | Lisboa, Portugal, pulp fiction, SdE | Deixe um comentário

‘Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa’

 
 
A muitas vezes anunciada antologia chega, segundo a editora, às livrarias dia 21 de Outubro, sendo a capa a imagem supra e a sinopse oficial a que se segue:

“Poucos o sabem, mas a literatura de pulp fiction, que marcou toda a cultura popular dos EUA na primeira metade do século XX, também esteve presente em Portugal, e em força.

Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo.”

A confirmar-se o que nos promete a sinopse, teremos a felicidade de visitar, os mais afortunados revisitar, ficção à muito “perdida”. Que os deuses não nos desiludam.
 
Desde já um pequeno senão, o preço. Que seja o único!

Setembro 24, 2011 Posted by | ciencia ficción, Fantasia, fantasy, ficção científica, Lisboa, Luís Filipe Silva, Portugal, pulp fiction, Science Fiction, SdE, sword and sorcery | Deixe um comentário